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INPE e UFSM lançarão primeiro nanosatélite brasileiro

 

Foto 1: Conjuntos de nanosatélites em 5 grupos de lançadores (Quadpack) da ISIS Holanda. Os lançadores são colocados ao lado de outros satélites que comporão a missão conjunta no foguete Dnper. No Quadpack 1 há 7 nanosatélites em 4 slots. No primeiro splot estão os nanosatélites QB50p1 (2U, Bélgica) e o NanosatC-B1 (1U, Brasil). (Foto: ISIS)

INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e a UFSM, a Universidade Federal de Santa Maria, estão nos preparativos finais para o lançamento do satélite NanosatC-BR1, o primeiro nanossatélite universitário brasileiro. Ele operará nas faixas alocadas para o Serviço de Radioamador por satélite nas bandas de 2m e 70 cm e teve a coordenação de frequências previamente realizada pela IARU, a União Internacional de Radioamadorismo, a qual a LABRE, a Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, é entidade membro nacional.

O satélite foi desenvolvido em convênio entre o INPE, UFSM, MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Rio Grande do Sul.

O lançamento do NanosatC-BR1 está previsto para a quinta-feira, dia 19 de junho de 2014 às 19h11 UTC em Yasny, Dombarovsky, Rússia, através do foguete Dnepr em uma missão de lançamento de 37 satélites.

A missão científica do NanosatC-BR1 é o monitoramento das condições geomagnéticas (na superfície e em órbita) sobre as regiões brasileiras da Anomalia Magnética do Atlântico Sul – AMAS e do Eletrojato Ionosférico Equatorial.

Sua missão tecnológica é testar, em voo, circuitos integrados (CI) projetados no Brasil para resistência à radiação.

Todo projeto tem uma forte vocação educacional, buscando capacitação de recursos humanos na área espacial e capacitação tecnológica das instituições nacionais que participam da missão. Alunos bolsistas de Física, Engenharia e de Computação dos Cursos de Graduação da UFSM participam de todas as fases do Projeto, desde a sua especificação e desenvolvimento até a montagem do NANOSATC-BR1, integração e testes e a sua operação.

A gerência do projeto está localizada no Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais – CRS/CCR/INPE-MCTI, em Santa Maria, RS. A Coordenação Geral de Engenharias e Tecnologias Espaciais para o suporte técnico, integração, testes e operação do projeto é efetuada pela equipe localizada na sede do INPE/MCTI em São José dos Campos, SP.

A gerência está interessada no recebimento de logs e decodificações realizadas por radioamadores. Uma página específica foi redigida, inclusive com formulários para envio de informações pela internet:

http://emsisti.com.br/teste/nanosat/noticia_radio_amador_portugues.php

A frequência de downlink será 145,868 MHz em dois modos: beacon em CW/Código Morse a 15 PPM e em BPSK/AX.25 a 1200 bps (passível de alteração para 2400 bps, 4800 bps e 9600 bps de acordo com os controles da coordenação). A frequência de upload será 435,131 MHz em AFSK. Mais informações em: http://emsisti.com.br/teste/nanosat/index.php

Outras informações operacionais para recepção radioamadora poderá ser obtida no site da estação PY4ZBZ de Roland Zumerley, listas SAT-FM e VHF-DX.

Coordenação de frequências dos satélites em frequências radioamadoras

Qualquer comunicação empregada por satélites educacionais e experimentais que ocorrerem em frequências alocadas ao Serviço de Radioamador por satélite devem observar os requisitos da IARU, entre eles a coordenação de frequências, bem como respeitar os regulamentos nacionais do Serviço de Radioamador, com os devidos licenciamentos das estações - tanto satelitais como terrestres - perante a Anatel.

No Brasil, a LABRE desde maio de 2014 começou a auxiliar as universidades brasileiras nesta relação com a IARU através do GDE, grupo ad-hoc de Gestão e Defesa Espectral, estimulando a difusão dos projetos e integração com radioamadorismo. Uma palestra já foi realizada no INPE com este objetivo.

Os radioamadores configuram entre as comunidades experimentais precursoras das comunicações satelitais. Desde a década de 1960 suas associações nacionais (e posteriormente a AMSAT, Amateur Satellite Corporation), em parceria com as agências espaciais e instituições militares, desenvolvem a série de satélites OSCAR (Orbiting Satellite Carrying Amateur Radio). O Brasil em 1990 participou do projeto através do seu primeiro satélite, o Dove-OSCAR-17. Atualmente as parcerias se ampliaram às instituições educacionais e o desenvolvimento dos cubesats.

Apoie a LABRE e o GDE na defesa e desenvolvimento do radioamadorismo. Para maiores informações visite http://www.radioamadores.org e http://www.labre.org.br

 
GDE/LABRE, 18 de junho de 2014
     
 
 
 

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